Regina Casé retorna aos palcos de São Paulo com o solo “VIVA! VIDA!”, uma jornada entre ciência, natureza e existência

Espetáculo dirigido por Daniela Thomas e Estêvão Ciavatta Pantoja atravessa bilhões de anos para refletir, com humor e sensibilidade, sobre a vida no planeta e o lugar do ser humano no universo
Depois de conquistar público e crítica, Regina Casé retorna aos palcos de São Paulo com “VIVA! VIDA!”, solo que transforma ciência, espiritualidade, meio ambiente, tecnologia e ancestralidade em uma experiência teatral marcada pelo humor, pela emoção e pela reflexão.
A temporada acontece no Teatro Sérgio Cardoso, entre os dias 10 e 29 de setembro, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 17h. Com classificação livre e 90 minutos de duração, o espetáculo tem apresentação do Ministério da Cultura, patrocínio da Lei Rouanet e do Laboratório Cristália.
Dirigido por Daniela Thomas e Estêvão Ciavatta Pantoja, “VIVA! VIDA!” conduz o público por uma viagem que começa há bilhões de anos, com a formação geológica do planeta, passa pelo surgimento da vida e chega à existência hiperconectada dos dias atuais.
O texto é assinado por Estêvão Ciavatta Pantoja, com colaborações dos cientistas Antônio Nobre e Fábio Scarano, além de Daniela Thomas e da própria Regina Casé. A partir desse encontro entre diferentes áreas do conhecimento, o espetáculo constrói uma narrativa que conecta tempos, descobertas, histórias e formas distintas de compreender a existência.
Da explosão das estrelas às notificações do WhatsApp
Em cena, Regina percorre assuntos aparentemente distantes para revelar as conexões que existem entre eles. A explosão das estrelas, a formação do planeta, a química das células, a origem da vida, a química do amor, os conhecimentos ancestrais dos povos indígenas e até as notificações do WhatsApp fazem parte dessa grande viagem.
Tudo é conduzido pela personalidade singular da atriz, que transforma sua curiosidade em matéria-prima para o espetáculo.
“Eu acho que esse solo nasceu da minha profunda ignorância e da enorme curiosidade nesses assuntos”, conta Regina Casé. A atriz explica que o projeto começou a partir das conversas de Estêvão Ciavatta Pantoja com os cientistas Antônio Nobre e Fábio Scarano.
“Eu perguntava tanto, me interessava tanto, e via que eles gostavam das minhas ideias e das maluquices que eu falava — e riam delas também. Estevão resolveu começar a gravar esses nossos encontros, e assim foi nascendo o roteiro”, relembra.
A construção do texto aconteceu justamente a partir desse processo colaborativo. “Ele escrevia misturando aquelas ideias lindas com minhas digressões, dispersões e o nosso dia a dia invadindo a química, a física e a biologia...”, explica a atriz.
Para Regina, o espetáculo também representa um reencontro artístico e afetivo com Estêvão Ciavatta Pantoja, a quem chama carinhosamente de “Yoyo”.
“Voltar a trabalhar com Estêvão, meu Yoyo, tem sido uma maravilha. Estava sentindo muita falta disso!”, comemora.
A chegada de Daniela Thomas ampliou ainda mais esse encontro. Amiga de infância de Regina, a diretora participa da construção do texto e assina também a direção e a cenografia do espetáculo.
“A Daniela Thomas veio para uma reunião e logo se apaixonou. E que maravilha tê-la junto no texto e na direção, minha amiga de infância, com quem nunca havia trabalhado; estou realizando um sonho”, afirma Regina.
Um espetáculo sobre a origem de todos nós
Mais do que apresentar informações científicas, “VIVA! VIDA!” propõe uma reflexão sobre a própria condição humana e sobre a relação entre todos os seres vivos.
A peça parte da ideia de que a vida na Terra possui uma origem compartilhada e de que todos os seres vivos estão conectados por uma história que começou muito antes da existência humana.
A ciência se encontra, assim, com a filosofia e com os conhecimentos ancestrais para construir uma reflexão sobre pertencimento. O espetáculo sugere que olhar para a origem da vida também pode ser uma maneira de compreender o presente e repensar a relação do ser humano com o planeta.
Nesse percurso, humor e poesia funcionam como ferramentas para aproximar temas complexos do público. Regina conduz a narrativa com seu carisma característico, alternando momentos de descontração com passagens de maior contemplação.
Tecnologia que também conta a história
A cenografia tem papel fundamental na experiência. Assinada por Daniela Thomas, ela utiliza painéis de LED desenvolvidos pelo estúdio Radiográfico, que estabelecem um diálogo permanente com a atriz.
As imagens não aparecem apenas como ilustração do que é dito em cena. Elas ampliam a narrativa e funcionam como uma extensão do espaço teatral, criando diferentes atmosferas e contribuindo para a dimensão sensorial do espetáculo.
A trilha sonora é assinada por Amaro de Freitas, cuja trajetória combina elementos do jazz com a ancestralidade dos ritmos nordestinos afroculturais. A música acrescenta outra camada à experiência, conectando ritmo, emoção e narrativa.
Já o figurino de Regina Casé é desenvolvido por Cláudia Kopke, uma das reconhecidas figurinistas brasileiras, responsável por trabalhos em diferentes áreas das artes cênicas e do audiovisual.
Um retorno ao teatro movido pela paixão pela Terra
O projeto marca também um retorno especialmente significativo para Regina Casé, que encontra na peça uma maneira de transformar sua curiosidade sobre o planeta em experiência compartilhada com o público.
“Estou muito feliz que a minha paixão pela Terra, esse planeta em que a gente mora, tenha me trazido de volta para o teatro”, afirma a atriz.
Com uma dramaturgia que transita entre o conhecimento científico, a espiritualidade, a tecnologia, a natureza e os saberes ancestrais, “VIVA! VIDA!” procura provocar uma percepção mais ampla sobre aquilo que significa estar vivo.
Do nascimento das estrelas à intimidade das células humanas; dos mares primitivos à vida digital; da ancestralidade à hiperconexão contemporânea, a montagem constrói uma viagem que lembra que a história individual de cada pessoa faz parte de uma narrativa muito maior.
Em “VIVA! VIDA!”, Regina Casé transforma essa jornada cósmica em teatro — e convida a plateia a olhar para o planeta, para a vida e para si mesma sob uma perspectiva diferente.
Afinal, como propõe o espetáculo, viver também pode ser entendido como um ato cósmico.
Serviço:
Temporada: 10 a 29 de setembro
Local: Teatro Sérgio Cardoso
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo/SP
Horários: De quintas à sábado, às 20h, e aos domingos, às 17h
Ingressos: A partir de R$25,00
Classificação: Livre
Duração: 90 minutos
Funcionamento da Bilheteria: Quartas a sábados, das 14h às 20h e domingos, das 14h às 17h.




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