“O Começo do Fim”: Isabel Fillardis e Well Aguiar emocionam em espetáculo sobre amor, separação e a coragem de recomeçar

Em temporada no Teatro Itália, em São Paulo, comédia dramática aborda os desafios dos relacionamentos, a guarda compartilhada, a saúde mental e as transformações dos vínculos familiares, combinando humor, sensibilidade e reflexões sobre a vida contemporânea.
O que acontece quando uma história de amor chega ao fim, mas os laços construídos ao longo dos anos continuam existindo? É a partir dessa reflexão que nasce “O Começo do Fim”, espetáculo protagonizado por Isabel Fillardis e Well Aguiar, que chega ao Teatro Itália, em São Paulo, para temporada de 8 a 24 de outubro de 2026.
Com dramaturgia de Denise Crispun, direção de Rubens Camelo e supervisão artística de Amir Haddad, a montagem apresenta uma narrativa sensível e atual sobre os desafios das relações afetivas, as dificuldades de uma separação e a necessidade de reconstruir caminhos quando a vida toma novos rumos.
Misturando humor refinado, emoção e situações que dialogam diretamente com o cotidiano, a comédia dramática convida o público a refletir sobre o amor, a maturidade e a capacidade humana de transformar despedidas em novos começos.
Quando o amor muda, mas os vínculos permanecem
No centro da história está um casal que precisa aprender a lidar com as consequências do fim de seu relacionamento. Embora a relação amorosa tenha chegado ao término, existe um elo que continuará unindo os dois: o filho Pedro.
Diante dos desafios da guarda compartilhada, os personagens precisam reorganizar suas vidas, enfrentar sentimentos ainda presentes e descobrir novas formas de convivência.
Entre lembranças, conflitos, diálogos intensos e momentos de humor agridoce, a narrativa revela que uma separação nem sempre representa o encerramento definitivo de uma história. Muitas vezes, ela marca o início de uma relação diferente, construída a partir de novas responsabilidades, limites e aprendizados.
A dramaturgia alterna passado e presente, permitindo que o espectador acompanhe diferentes momentos da trajetória do casal e compreenda como as experiências compartilhadas continuam influenciando suas escolhas.
Essa construção transforma o palco em um retrato das relações contemporâneas, aproximando a ficção de situações vividas por inúmeras famílias brasileiras.
Isabel Fillardis e Well Aguiar dão vida às complexidades das relações humanas
À frente do elenco, Isabel Fillardis e Well Aguiar conduzem a narrativa por meio de interpretações que exploram as contradições, fragilidades e emoções de duas pessoas que precisam aprender a seguir em frente.
A proposta da montagem é revelar que, mesmo diante de conflitos e ressentimentos, os vínculos humanos podem adquirir novos significados.
Para Isabel Fillardis, a história ultrapassa a discussão sobre o término de um relacionamento e aborda as transformações emocionais que acompanham esse processo.
“A peça não fala apenas sobre separação, mas sobre o que se transforma dentro da gente quando um vínculo muda de forma. É sobre aprender a lidar com o que permanece”, comenta a atriz.
Well Aguiar também destaca o caráter universal da narrativa e a identificação que o espetáculo pode despertar no público.
“A peça fala sobre algo que todos nós, em algum momento, vamos atravessar. Não é só sobre separação, é sobre amadurecimento”, afirma o ator.
As reflexões apresentadas pelos protagonistas reforçam a essência da obra: compreender que recomeçar não significa necessariamente apagar o passado, mas aprender a conviver com ele de outra maneira.
Saúde mental, racismo estrutural e os desafios da família contemporânea
Além das questões amorosas, “O Começo do Fim” amplia seu olhar para temas sociais que atravessam as relações familiares.
A montagem aborda assuntos como divórcio, guarda compartilhada, saúde mental, relações inter-raciais e racismo estrutural, demonstrando como questões emocionais e sociais podem influenciar diretamente a convivência entre as pessoas.
Ao trazer essas discussões para o palco, o espetáculo propõe uma reflexão sobre as diferentes realidades que compõem a sociedade brasileira e sobre os desafios enfrentados por famílias em transformação.
A saúde mental ganha espaço ao evidenciar os impactos emocionais provocados pelas rupturas afetivas, enquanto as questões raciais acrescentam novas camadas à compreensão dos conflitos vividos pelos personagens.
Tudo isso é apresentado por meio de uma narrativa que equilibra sensibilidade e humor, evitando respostas simples para situações que, na vida real, são marcadas por sentimentos complexos.
Uma encenação intimista que valoriza a emoção
Sob a direção de Rubens Camelo e com supervisão artística de Amir Haddad, a montagem aposta em uma linguagem intimista, na qual a força da dramaturgia e a interpretação dos atores ocupam o centro da experiência teatral.
Os diálogos, os silêncios e as memórias são elementos fundamentais para a construção de uma atmosfera que aproxima os espectadores dos conflitos apresentados.
A alternância entre diferentes momentos da história permite que o público compreenda não apenas as razões de uma separação, mas também os sentimentos que permanecem depois dela.
Com essa proposta, “O Começo do Fim” busca provocar identificação e estimular reflexões sobre a maneira como as pessoas enfrentam perdas, mudanças e novas possibilidades de felicidade.
Sustentabilidade também faz parte da identidade do espetáculo
Outro diferencial da produção está no compromisso com a sustentabilidade.
Certificado pelo Instituto IPCEAT como o primeiro espetáculo ecoeficiente do Brasil, segundo a produção, “O Começo do Fim” incorpora princípios sustentáveis à sua concepção artística.
O cenário e os figurinos foram desenvolvidos a partir de práticas voltadas à responsabilidade ambiental, em parceria com uma estilista indígena.
A proposta estética apresenta uma leitura urbana da ancestralidade amazônica, aproximando referências culturais tradicionais de uma linguagem contemporânea.
Dessa forma, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma preocupação dos bastidores e passa a integrar a identidade visual e conceitual da montagem, ampliando o diálogo entre arte, cultura e consciência ambiental.
Após circular pelo Brasil, espetáculo chega a São Paulo
Depois de uma temporada de grande repercussão no Rio de Janeiro e apresentações em Brasília e outras capitais, “O Começo do Fim” chega à capital paulista como parte de sua circulação nacional.
A produção, apresentada pela BB Seguros e pelo Ministério da Cultura, também destaca a importância dos mecanismos de incentivo cultural para a realização e circulação de espetáculos pelo país.
A temporada paulistana oferece ao público a oportunidade de acompanhar uma história que aborda sentimentos universais, mas também questões urgentes da sociedade contemporânea.
Uma história sobre despedidas que também podem representar novos começos
Com uma narrativa que transita entre o riso e a emoção, “O Começo do Fim” propõe uma reflexão sobre a capacidade de reconstruir a própria vida depois de uma ruptura.
A peça mostra que nem sempre o término de uma relação significa o desaparecimento do amor, do respeito ou dos vínculos construídos. Em determinadas circunstâncias, é necessário encontrar novas maneiras de conviver, especialmente quando existem responsabilidades e afetos que permanecem.
Ao abordar essas transformações com sensibilidade, o espetáculo convida o público a olhar para suas próprias experiências e compreender que o amadurecimento também acontece nos momentos de mudança.
Mais do que uma história sobre separação, “O Começo do Fim” é uma reflexão sobre a coragem de recomeçar, a importância do diálogo e a descoberta de que algumas despedidas podem abrir espaço para novas formas de amar.
Uma montagem que reúne emoção, humor e questões sociais relevantes, mostrando que, muitas vezes, o fim de um capítulo pode representar o início de uma nova história.
Serviço:
Temporada: 8 a 24 de outubro de 2026
Local: Teatro Itália
Endereço: Avenida Ipiranga,344 - Edificio Italia - Subsolo, São Paulo - São Paulo
Horários: Quintas, sextas e sábados, às 20h; Domingos, às 19h; Sessão extra: sábado, 24 de outubro, às 17h (apenas uma sessão).
Ingressos: A partir de R$20,00
Classificação: 12 anos
Duração: 70 com intervalo
Funcionamento da Bilheteria: 2 horas antes do espetáculo.




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