“Marrom, o Musical” retorna aos palcos para celebrar 50 anos de carreira de Alcione

Depois de emocionar mais de 80 mil espectadores em sua primeira montagem, passando por cidades como Rio de Janeiro, São Luís, Belém e João Pessoa, “Marrom, o Musical” retorna aos palcos em uma nova temporada. O espetáculo, que celebra os 50 anos de carreira de Alcione, estreia em setembro em São Paulo e reafirma sua proposta de transformar a trajetória de uma das maiores intérpretes da música popular brasileira em uma experiência de memória, música, cultura popular e brasilidade.
Com patrocínio da BB Seguros e apresentação do Ministério da Cultura, a montagem chega ao Teatro Claro MAIS SP, onde permanece em cartaz até 25 de outubro. Depois da temporada paulistana, a produção segue em turnê nacional, passando por Curitiba (PR), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Aracaju (SE).
Idealizado pelo ator e produtor Jô Santana, da Fato Produções, e com texto e direção de Miguel Falabella, o espetáculo encerra a chamada “Trilogia do Samba”, projeto iniciado por Santana em 2016 com “Cartola – O Mundo é um Moinho”, seguido por “Dona Ivone Lara – Um Sorriso Negro”, em 2018, e concluído com a homenagem a Alcione.
Mais do que contar a história de uma artista que construiu uma carreira de cinco décadas, “Marrom, o Musical” mergulha nas origens de Alcione e estabelece uma relação direta entre sua trajetória e a cultura do Maranhão.
Alcione e as raízes do Maranhão
Falar sobre Alcione, para a equipe do espetáculo, significa necessariamente falar sobre o Maranhão. A cantora nasceu em São Luís e carrega em sua história a influência da cultura popular maranhense, elemento que ganha papel central na dramaturgia.
A montagem utiliza como uma de suas referências o Bumba Meu Boi, manifestação cultural profundamente ligada à identidade do estado. A tradição aparece entrelaçada à trajetória de Alcione, desde sua infância até a construção da artista conhecida nacionalmente como Marrom.
A narrativa revisita a menina que cresceu entre oito irmãos, filha de Filipa e João Carlos, e acompanha a mulher que se tornou cantora, musicista, intérprete e uma das vozes mais marcantes da música brasileira.
“Como falar de Alcione sem falar do Maranhão? Impossível!”, propõe o conceito do espetáculo, que transforma a história do Boi em uma espécie de fio condutor para uma narrativa que mistura realidade, memória e elementos da cultura popular.
Miguel Falabella assume texto e direção
Inicialmente convidado por Jô Santana para dirigir o espetáculo, Miguel Falabella decidiu também assumir a dramaturgia da montagem. Para ele, contar a história de Alcione exigia mergulhar no universo cultural que ajudou a formar a artista.
“Quando Jô Santana me convidou para, a princípio, dirigir o espetáculo que encerraria sua trilogia do samba, sobre Alcione, uma das maiores intérpretes da música brasileira, não só aceitei encantado, como percebi que, para encenar um espetáculo que me satisfizesse plenamente como realizador, eu precisaria também assumir a dramaturgia”, explica Falabella.
O diretor destaca ainda sua relação pessoal com a cantora.
“As minhas expectativas são altas e tenho razões para que sejam: Alcione é minha amiga, uma mulher de atitudes e coragem memoráveis e contar sua vida é mergulhar nas raízes de uma das mais ricas culturas populares do Brasil, a maranhense”, afirma.
Uma grande produção no palco
A nova montagem reúne mais de 20 atores e atrizes em cena, além de uma estrutura que envolve mais de 300 figurinos. O trabalho também movimenta profissionais e fornecedores de diferentes áreas, gerando mais de 250 empregos diretos e indiretos ao longo do projeto.
A conexão com o Maranhão ultrapassa a dramaturgia. Quatro artistas maranhenses integram o elenco, enquanto parte significativa dos figurinos foi produzida e bordada em São Luís pela Cooperativa Cuxá, em uma parceria sociocultural promovida pelo Instituto Humanitas360.
Dessa maneira, elementos da cultura maranhense não aparecem apenas como referência estética, mas também participam diretamente da construção da produção.
Música, memória e pertencimento
Ao longo de quase duas horas, o público acompanha uma narrativa que combina canções, lembranças e episódios da vida de Alcione. A proposta é criar uma experiência de comunhão entre palco e plateia, na qual a música funciona como ponto de encontro entre diferentes gerações.
O espetáculo parte da trajetória particular de uma mulher para alcançar uma história maior: a de uma artista que ajudou a preservar e ampliar a presença do samba e da música popular brasileira no imaginário nacional.
Para Miguel Falabella, essa relação entre teatro e público é fundamental.
“O espetáculo pretende reafirmar o teatro como um ato de comunhão. Que vai fazer rir, chorar, cantar junto, se espantar, se emocionar, ser criança de novo, encontrar o desconhecido”, define o diretor.
A ideia é que a plateia participe emocionalmente da jornada e reconheça, nas músicas e memórias apresentadas, elementos de sua própria relação com a cultura brasileira.
O encerramento da “Trilogia do Samba”
Com “Marrom, o Musical”, Jô Santana conclui uma trajetória dedicada a levar ao teatro histórias de grandes nomes do samba e da música brasileira.
A trilogia começou em 2016, com “Cartola – O Mundo é um Moinho”, continuou em 2018, com “Dona Ivone Lara – Um Sorriso Negro”, e chega ao capítulo final com a história de Alcione.
Depois de conquistar mais de 80 mil pessoas em sua primeira montagem e de ser assistido por mais de 25 mil espectadores somente em sua estreia nacional na capital paulista, o musical retorna a São Paulo em uma nova temporada.
Ao unir a história de Alcione às tradições do Maranhão, especialmente ao universo do Bumba Meu Boi, “Marrom, o Musical” propõe uma celebração da música popular brasileira e da identidade cultural do país.
É uma história sobre uma menina maranhense que se tornou uma das grandes vozes do Brasil — e sobre como música, memória, cultura e pertencimento podem transformar uma trajetória individual em patrimônio afetivo de várias gerações.
Serviço:
Temporada: 11 de setembro a 25 de outubro.
Local: Teatro Claro Mais Sp
Endereço: Rua Olimpíadas, 360, Shopping Vila Olímpia – 5º piso, Vila Olímpia
Horários: Quinta às 20h / Sexta às 16h e 20h / Sábado às 18h e 21h00 e Domingo às 18h
Ingressos: A partir de R$50,00
Classificação: 12 anos
Duração: 120 minutos (Com Intervalo)




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