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Do terreiro ao altar: Estilista transforma histórias e fé de noivas de axé em vestidos personalizados

Redação
há 7 dias
2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Juliana Santos, que já vestiu mais de 2.300 noivas em cerca de 12 anos de carreira, cria vestidos a partir da história e da espiritualidade de cada cliente e já alcançou milhões de visualizações nas redes sociais.


Depois de cerca de 12 anos atuando no mercado de vestidos de noiva e mais de 2.300 mulheres vestidas, a estilista e artista Juliana Santos, do Tatuapé, em São Paulo, inicia uma nova fase de sua carreira: a criação de vestidos para noivas de Umbanda, Candomblé e outras tradições de matriz africana, transformando histórias pessoais, espiritualidade e referências aos orixás em

peças autorais.


A proposta, porém, não parte de uma coleção fechada ou de uma estética única. Cada vestido é criado a partir do pedido e da história da própria noiva. A cliente conta sua relação com a fé, o orixá com o qual se identifica, uma história que deseja representar ou aquilo que gostaria de levar para o altar. A partir dessas informações, Juliana pesquisa e desenvolve a criação.


“Cada vestido nasce de um pedido. A cliente me conta quem é o seu orixá, o que aquela entidade representa para ela e o que gostaria de trazer para o vestido. A partir disso, começo a pesquisar e criar”, explica.


Um dos exemplos é o vestido de uma noiva filha de Oxum. Inicialmente, a peça seria um vestido de cetim mais tradicional, com detalhes dourados. Durante o processo de criação, porém, Juliana teve a ideia de representar no vestido um conto de Oxum, retratando a orixá junto a uma cachoeira, recolhendo lírios. A cena foi pintada à mão diretamente na peça, em um trabalho que levou cerca de 8 horas.


O resultado viralizou. Um vídeo publicado no TikTok em agosto de 2025 alcançou aproximadamente 847 mil visualizações, além de 51,8 mil curtidas, 2.325 comentários, 2.402 salvamentos e 2.705 compartilhamentos. No Instagram, o conteúdo chegou a cerca de 72,7 mil visualizações.


A partir desse trabalho, Juliana passou a receber novas procuras de mulheres ligadas às religiões de matriz africana. Outras criações trouxeram referências a Iemanjá, Oxóssi e Iansã, sempre conforme a história e o pedido de cada noiva. Em uma criação inspirada em Iemanjá, por exemplo, Juliana trabalhou durante seis dias na construção e no bordado do vestido. Outra peça, também relacionada à orixá, ultrapassou 170 mil visualizações no Instagram.

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