Serial Funkers transforma pista em espetáculo e aposta na conexão com o público para guiar repertório
- Redação
- 9 de mar.
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Atualizado: há 1 dia

Com uma proposta que une nostalgia, groove e muita energia, a banda Serial Funkers consolidou ao longo de duas décadas um formato de show que se tornou sua marca registrada: o “Baile da Serial”. Mais do que um simples repertório, o espetáculo é construído em tempo real, a partir da resposta do público — elemento central para todas as decisões da banda no palco.
Segundo o baterista Loguta, integrante do grupo desde a formação, o conceito do baile surgiu de maneira orgânica. “A gente faz o baile da Serial basicamente desde o começo da banda. Ao longo dos anos fomos adaptando, entendendo o que funciona. E esse formato de começar mais leve e ir crescendo até terminar o show lá em cima casa muito com o público”, explica.
Essa dinâmica, que começa com músicas mais suaves e evolui para momentos de alta energia, é pensada justamente para criar uma experiência envolvente e crescente. “É uma coisa que aconteceu de forma muito natural”, reforça.
Repertório guiado pela pista
Se existe uma regra nos shows da Serial Funkers, é justamente não ter regras rígidas. O repertório não é fechado e pode mudar de acordo com a reação da plateia. “O público que manda no nosso show”, resume Loguta.
A banda equilibra clássicos e músicas mais recentes observando, em tempo real, o comportamento da plateia. “Tem noite que a galera responde mais às músicas novas, então a gente segue por esse caminho. Em outras, o público quer nostalgia, e a gente entrega isso”, conta.
Essa flexibilidade é possível graças à comunicação interna durante o show: um dos músicos indica, ao vivo, as próximas músicas, guiando o andamento da apresentação conforme o clima da plateia.
Projetos para diferentes públicos
Além do Baile da Serial, que segue como carro-chefe, a banda desenvolveu outros projetos com propostas distintas. Entre eles está o Serial Kids, voltado para o público infantil, e o Samba Soul, com foco em ritmos mais ligados ao samba rock, especialmente em períodos como o Carnaval.
Outro destaque é o “Serial Funkers Convida”, formato em que a banda divide o palco com artistas convidados na reta final do show. Nomes como Ed Motta, Paulo Miklos, Sandra de Sá e Tony Garrido já participaram do projeto, reforçando o caráter colaborativo e celebrativo da iniciativa.
Já o espetáculo “Clássicos”, criado em comemoração aos 20 anos da banda, apresenta uma proposta diferente: mais intimista e contemplativa. “É um show de teatro, mais romântico. O público vai para sentar, assistir e curtir de outra forma, não é aquela loucura do baile”, explica o baterista.
Identidade nas releituras
Um dos grandes diferenciais da Serial Funkers está na forma como reinterpreta músicas conhecidas. Desde o início, a banda optou por não seguir fielmente as versões originais, criando arranjos próprios e marcantes.
“Foi uma decisão lá no começo: não fazer igual, para ter a nossa identidade. Algumas versões são mais próximas, outras completamente diferentes”, afirma Loguta.
Um exemplo que costuma surpreender o público é a releitura de “Trem das Onze”, clássico de Adoniran Barbosaeternizado pelos Demônios da Garoa. “A gente toca de um jeito bem diferente, e a galera canta e se diverte muito”, destaca.
Entre autorais e influências
Apesar de não focar exclusivamente em carreira autoral, a banda também produz suas próprias músicas — ainda que de forma mais espontânea. “A gente faz porque gosta, não com a intenção de estourar. Em 20 anos, lançamos dois CDs”, conta.
As composições surgem, em geral, de sessões coletivas no estúdio, inspiradas por referências musicais que vão sendo transformadas até ganharem identidade própria.
Groove como essência
A escolha dos integrantes da banda também seguiu um critério claro: o domínio e a afinidade com o groove. “A prioridade sempre foi montar uma banda de dança. A gente buscou músicos que gostassem de soul, que tivessem essa veia”, explica.
Essa essência se reflete diretamente no formato dos shows, que evitam improvisos longos ou solos extensos. “Isso quebra a pista. Nosso objetivo é manter todo mundo dançando o tempo inteiro”, afirma.
Conexão que muda conforme o Brasil
A resposta do público também varia de acordo com a região do país. Em cidades como São Paulo, onde há grande oferta cultural, a reação tende a ser diferente de outras regiões.
“Em lugares do Norte e Nordeste, por exemplo, as pessoas se impressionam mais, dançam muito, cantam tudo. É uma energia diferente, muito forte”, relata.
Momentos marcantes e planos futuros
Entre os momentos mais marcantes da turnê recente, Loguta destaca os shows no Rio de Janeiro, onde a banda conseguiu lotar teatros e fazer o público levantar para dançar — algo incomum nesse tipo de espaço.
Para o futuro, a Serial Funkers planeja lançar novos trabalhos autorais, possivelmente em formato de singles, além de estudar a gravação de um registro audiovisual especial. A ideia é celebrar os 20 anos de carreira com um show no Bourbon Street Music Club, local simbólico para a trajetória do grupo.
Um sonho no horizonte
Acostumados a dividir o palco com grandes nomes da música brasileira, os integrantes ainda guardam um sonho ambicioso: se apresentar ao lado de Stevie Wonder.
“É algo bem utópico, mas seria a nossa maior realização”, diz Loguta. “Ele é uma referência em comum para todos nós.”
Com autenticidade, versatilidade e uma conexão direta com o público, a Serial Funkers segue transformando cada apresentação em uma verdadeira pista de dança — onde o improviso dá lugar à sintonia coletiva e o show nunca é exatamente o mesmo.
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Serviço:
Data: 27/03/2026
Horários: Abertura da Casa: 19h00 | Show: às 22h00
Duração: entre 60 a 90 minutos
Local: Bourbon Street
Endereço: Rua dos Chanes, 127, São Paulo - São Paulo
Classificação: livre
Ingressos: R$ 85,00 - 1º Lote
Funcionamento da Bilheteria: Terça a sábado das 11h00 às 19h00
Telefone Bilheteria: (11) 5095-6100
Whatsapp Bilheteria: (11) 97060-0113




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