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  • Redação

Dinho Ouro Preto lança "Roque em Rôu"


(Foto: Bruno Fioravanti / Divulgação)


Dinho Ouro Preto passa por uma fase nova, de experimentações, que envolve mais um disco solo, Podcasts e canal no Youtube. (Além disso tem se dedicado ao esporte e compartilhado com seus fãs suas conquistas no tempo das corridas!)


Dinho estreou a carreira solo em 2012 e desde então vem conciliando seus projetos paralelos com os compromissos do Capital Inicial. Em 2012 no disco BlackHeart,Dinho prestou uma homenagem ao rock internacional.


Agora ele está lançando um novo projeto solo, dessa vez um tributo ao rock nacional.


“O Capital se apresenta sem parar há décadas. Também lança discos sem parar - de dois em dois anos lançamos algum projeto. No entanto, estamos tirando férias cada vez mais longas. Lançamos o Sonora, último disco do Capital, no final do ano passado, portanto acho que só vamos nos envolver com um outro disco daqui a um tempo. A consequência desse hiato nas gravações do Capital e da diminuição (talvez moderação seja a palavra adequada) dos shows, me deu a oportunidade de lançar esse projeto.


O álbum digital Roque em Rôu, nasceu da forma mais despretensiosa possível. Num primeiro momento, a ideia era fazer shows tocando só rock brasileiro. Fazia sentido para mim, afinal minha vida adulta inteira, e boa parte da minha adolescência, foi dedicada a esse nicho especifico da nossa música. Quando éramos ainda garotos em Brasília queríamos ouvir rock na nossa língua, falando sobre nossas vidas e nosso pais. Nós não percebíamos o som que produzíamos como algo estranho ao Brasil. Nós achávamos, e eu continuo achando, que não se pode falar da música popular brasileira sem falar do nosso rock.


Ao longo de décadas, foram surgindo sucessivas gerações de talentosos roqueiros tupiniquins. Foram escritas lindas canções. Discos inesquecíveis e importantes foram produzidos. Letras que verbalizavam as inquietações e a esperança de gerações estão na boca do povo até hoje.


Em qualquer canto do nosso pais essas músicas encontram forte ressonância.


Para mim, celebrá-las era algo simultaneamente importante e divertido. O que inicialmente era só um show que fazíamos ocasionalmente foi tomando uma proporção maior. Comecei a ser cada vez mais procurado. Passei a me apresentar com cada vez mais frequência. E o resultado, o show, era sempre mais intenso do que eu antecipava. Vivi uma surpresa atrás da outra pelo pais inteiro.


E assim, o passo seguinte, foi passar o que estava acontecendo nos palcos para um álbum, passou a ser um imperativo. Escolhi três décadas - 70, 80 e 90. São doze artistas e bandas. Cada uma delas tem um forte elo emocional comigo. Escolher as músicas foi mais difícil do que parece. O que incluir? É inevitável que muita coisa fique de fora. No disco anterior, BlackHeart, eu parti de um outro conceito - todas as músicas eram de amor. Dessa vez, procurei fazer um passeio no tempo. Um pequeno tributo ao rock brasileiro. Começo nos anos 70 e venho até o Século XXI. Dentro desses limites, em última análise, escolhi músicas que gosto de ouvir!


A banda é o Fabiano Carelli na guitarra, Lourenço Monteiro na bateria, Gê Fonseca nos teclados e Mauro Berman no baixo. O disco foi gravado, com a exceção das baterias, no Nano Studio, na minha casa, e foi produzido pelo Marck, que conheci através do Lucas Fresno.


Acredito tratar-se de uma homenagem sincera e entusiasmada a um som que faz parte de mim e do país! ”

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