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“Fiquei um ano numa facção criminosa”, revela Rafael Ilha no Programa Raul Gil deste sábado (24)


(Foto: Rodrigo Belentani / Divulgação SBT)


No programa deste sábado, 24 de junho, Raul Gil recebe Rafael Ilha no quadro “Elas Querem Saber”,que responde questões feitas por Val Marchiori, Thammy Miranda, Ciça Camargo e Lola Melnick.


O ex-integrante da banda Polegar, vem ao programa e discorre sobre sua difícil história e envolvimento com as drogas. Rafael conta como entrou para esse mundo, a relação com a família na época, sobre as internações e diz que seu pior momento foi quando entrou para uma facção criminosa. Relata também como foi o episódio de ter engolido pilhas enquanto estava preso num manicômio judiciário.


Com toda sua experiência, comenta sobre a ação da prefeitura de São Paulo a respeito da cracolândia no centro da cidade. Atualmente, após vencer as drogas, fala sobre sua vida atual ao lado da esposa Aline e os dois filhos. Ao final do quadro, Rafael faz uma declaração para a esposa e diz o quanto ela foi importante em sua recuperação.

E revela muitas coisas a seu respeito como estas menções abaixo:

- “Até eu me achei um porre no programa” (sobre sua participação em um reality)

- “Por causa de uma treta errada, eu fui parar lá” (quando foi internado num manicômio judiciário)

- “Fui viciado em drogas durante 13 anos da minha vida e consegui me libertar, mas aprontei muito durante esses 13 anos”

- “Quando me internei, onde permaneci quase dois anos, eu estava fumando setenta pedras de crack por dia. Eu estava morando há seis meses debaixo da ponte” (sobre suas internações para cuidar do vício)

- “Eu roubava, fazia pequenos furtos para manter o meu vício. Eu fazia uns 700 reais”

- “A dependência é uma escravidão muito forte”

-“Aos 15 anos eu tive minha primeira internação”

-“Não tenha medo de conversar com seu filho” (sobre alertar os filhos sobre o perigo das drogas)

-“Me tornei dependente quase que imediatamente da cocaína, da cocaína fui para a cocaína injetável, da cocaína injetável fui para o crack” (sobre as drogas que usou)

-“A maioria das vezes foi involuntariamente” (sobre as internações)

-“Sou um vencedor, mais que um vencedor” (sobre ter vencido as drogas)

-“Fiquei um ano numa facção criminosa, onde passei bastante coisa. Comecei como olheiro, depois de oito meses eu já estava meio que gerente dos caras. Fiquei no tráfico quase um ano, fui baleado em uma troca de tiros” (sobre a pior situação que passou durante o tempo que foi viciado)

-“Ninguém me ajudou. Quem me ajudou foi Deus e minha família” (se os colegas da banda Polegar o ajudaram)

-“Perdi a virgindade com 13 anos de idade” (sobre sua primeira experiência sexual)

-“Minha mãe e minha vó sofreram muito. Eu cheguei num ponto de dependência que usava droga na frente da minha avó e da minha mãe. Ai delas se me atrapalhassem. Eu fiquei muito agressivo, aprontava demais. Minha mãe ia me buscar na favela” (sobre a relação com a família enquanto usava drogas)